Reportagem: Nael Rosa/Pinheironline
Após o flagrante do provável desfalque nos cofres públicos, a agora professora Kauane Duarte Lopes, poderá, ao final da investigação, não ter apenas o patrimônio incompatível com o salário de então secretária da Fazenda, cargo ocupado entre 2023 e 2026, tempo eu que provavelmente duraram os desvios, mas também, se vier a responder uma sindicância, perder a nova e atual função, a segunda fruto de concurso para a prefeitura.
Demonstrando imensa decepção com a situação que denunciou e, na mesma proporção, ainda com servidora formada em Administração e que e foi elevada a titular da pasta por critérios técnicos, o prefeito de Pinheiro Machado, Ronaldo Madruga, conversou com a reportagem do Eu Falei Repórter News, parceiro do Blog Pinheironline, quando citou repetidas vezes que se sente traído por Kauane, mesmo que ela não tenha sido uma indicação política em seu governo.
-Minha decepção é monstruosa. Uma dolorida experiência para quem faz o certo. Ela tirou das pessoas, do contribuinte. Você aposta em alguém e acontece isso. É imperdoável. Comparo a um pai ou mãe que educa o filho e aí ele..?-, ao deixar em aberto, questiona Madruga, para a seguir, emendar:
-sei que na cidade circulam comentários maldosos quanto o prefeito ter conhecimento do que ele mesmo denunciou assim que recebeu os indícios da fraude e dos desvios, mas minha consciência está limpa e tranquila. Por não ser de jogar sujeira para baixo do tapete, imediatamente fui à Polícia Civil, fiz o registro do Boletim de Ocorrência e logo após, levei o caso ao Ministério Público-.
Ciente do que reza a lei, Madruga salientou que entende caber às autoridades que agora conduzem os procedimentos instaurados, dar a palavra final quanto à culpabilidade ou não da servidora, mas, diante dos indícios quase incontestáveis, ele aguarda que os desdobramentos do caso permitam o ressarcimento da cifra que ultrapassa R$ 1,4 milhão, pagos ilegalmente e de maneira fraudulenta, à duas empresas ligadas a Kauane, como constatou o MP ao analisar a documentação fornecida pelo município, o que poderá levá-la ao indiciamento também pelos crimes de peculato e falsidade ideológica.
À TV Record, veículo que divulgou o nome da envolvida, o promotor Rogério Meirelles Caldas salientou que dois carros e um dos imóveis pertencentes à suspeita já foram apreendidos. Os valores encontrados em suas contas bancárias foram bloqueados, o que não se limitou à professora, mas, ainda, as outras pessoas que, se acordo com o titular da Promotoria em Pinheiro, estavam usufruindo desses bens, ações que visam assegurar o retorno do valor milionário desviado, inclusive, da compra de medicamentos e materiais de uso também ambulatorial e de responsabilidade da Secretaria de Saúde, a serem usados em pacientes que acessam o serviço diariamente.
À Record RS, a defesa da servidora que, o Repórter News apurou ter se reclusado em Pelotas, se limitou a dizer que ela vai colaborar com as investigações, sem comentar sobre os possíveis crimes que serão imputados à cliente.